Escuta e acolhimento
Um espaço reservado para compartilhar experiências e questões pessoais, respeitando o seu tempo e sua singularidade.
Um espaço de acolhimento e reflexão para olhar sua própria história, reconhecer seus movimentos internos e construir novos sentidos.
A análise junguiana convida ao diálogo com as emoções, as experiências e os símbolos que fazem parte de quem somos.
Um espaço reservado para compartilhar experiências e questões pessoais, respeitando o seu tempo e sua singularidade.
Uma oportunidade de observar padrões, conflitos e possibilidades de ampliar a compreensão de si.
Uma jornada de aproximação com diferentes aspectos da vida psíquica, buscando uma relação mais consciente consigo.
Alberto Teles é analista junguiano e acompanha adultos em processos de autoconhecimento, crises existenciais e momentos de transição. Seu trabalho oferece um espaço de escuta e reflexão sobre a própria história, os vínculos e as questões que surgem ao longo da vida.
Sonhos, símbolos e aspectos de si que ainda não foram reconhecidos podem fazer parte desse percurso. A proposta é ampliar a compreensão da própria experiência, respeitando o tempo e a singularidade de cada pessoa.
Sua trajetória inclui 16 anos no SERPRO, sendo seis na gestão de equipes. Essa vivência, somada à sua relação com o desenho e a música, compõe um olhar atento às exigências do trabalho e à importância da expressão pessoal.
Agendar uma conversaFormação estruturada pelo Instituto Junguiano de Ensino e Pesquisa (IJEP).
Sua pesquisa aborda o amadurecimento psíquico, a autonomia adulta e a experiência da paternidade.
“Entre o que conhecemos de nós e o que ainda podemos descobrir, existe um caminho de escuta.”
O processo começa com uma conversa e se constrói de maneira singular, a partir das necessidades e experiências de cada pessoa.
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Um momento para conhecer sua demanda e compreender como o trabalho poderá acontecer.
Encontros de escuta e reflexão, respeitando o seu ritmo e o percurso que se apresenta.
Escolha um texto pelo tema que conversa com o seu momento. Reflexões sobre autoconhecimento, amadurecimento e os encontros da vida.
1 reflexão disponível
O que a beira do abismo me ensinou sobre a depressão. Um relato pessoal sobre pertencimento e transformação.
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Outras dúvidas podem ser conversadas diretamente no primeiro contato.
É um processo de escuta e investigação da vida psíquica inspirado no pensamento de Carl Gustav Jung, com atenção às experiências, emoções, símbolos e sonhos.
Não necessariamente. O desejo de compreender melhor a si mesmo e suas experiências pode ser um ponto de partida para a conversa inicial.
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A depressão é, em sua essência, uma doença do isolamento. Ela opera como um véu que distorce a realidade, convencendo o indivíduo de que ele está fundamentalmente separado do mundo, inaceitável e irremediavelmente só. Quando essa narrativa toma conta da psique, a dor do não-pertencimento pode se tornar tão esmagadora que a única saída aparente é o fim.
Eu conheço esse abismo intimamente. Antes de ser o analista que se senta na poltrona, eu fui o homem que caminhou até a beira.
Durante uma fase em que a minha depressão estava mais aguda, em uma trilha com amigos na Chapada dos Veadeiros, o peso do isolamento interno se tornou insustentável. Acelerei o passo, afastei-me do grupo e cheguei sozinho ao topo de uma queda d'água de quase cem metros. O plano era simples: silenciar a angústia encerrando a própria vida.
Carl Jung nos ensina que o inconsciente é literal nas suas demandas, mas simbólico na sua execução. Quando chegamos ao limite do desespero, a psique realmente exige um sacrifício. Ela exige a morte. Porém, o grande erro do Ego, a confusão que gera a tragédia do suicídio, é achar que quem deve morrer é o corpo físico.
Sentado na beira daquela cachoeira, confrontado pela imensidão e beleza aterradora da natureza, ocorreu-me uma epifania instintiva. Eu não odiava a vida. Pelo contrário, eu percebi que carregava uma curiosidade visceral pelo dia de amanhã, pelo desconhecido, pelo que o mundo ainda tinha a me oferecer. O que eu queria exterminar não era o meu corpo; era a solidão. Era o "Eu" abandonado que eu carregava há anos.
Eu decretei, naquele momento, a morte daquela identidade. Quem saltou daquela pedra foi a minha versão engolfada pelo Complexo de Rejeição. E, no instante exato em que essa morte simbólica aconteceu dentro de mim, a vida material respondeu: meus amigos me alcançaram, tocaram meus ombros e, em lágrimas, me trouxeram de volta à tribo.
A depressão que narrava o meu isolamento morreu ali.
No Setembro Amarelo, é vital lembrarmos que o impulso suicida é, paradoxalmente, um grito desesperado por transformação. É a psique implorando para que uma forma doentia de viver seja encerrada. Na clínica analítica, o nosso trabalho é guiar o paciente por essa "Noite Escura da Alma" (a Nigredo), oferecendo um contorno seguro para que os velhos arranjos psíquicos morram de forma simbólica, preservando o corpo e libertando a verdadeira vitalidade.
Se você está diante do seu próprio abismo, não salte. Deixe que a sua dor morra no consultório, para que você possa redescobrir o fascínio de viver.